domingo, 25 de novembro de 2007

O espelho de duas caras

Como numa noite viva de paz e silêncio
Um espelho vitral mostra a outra face
A face de um ser que prenuncia o meu nome
Um ser com o mesmo olhar de brilho…
Azul como a pérola da mística
Ainda que no escuro da noite
O outro ser é igual a mim!
Toco no espelho e todo treme
De ondas brancas de luz e som de desejo…
Prazer de ver-me ali reflectido
Como uma cópia perfeita a lápis
Sem traço de imperfeição!
A minha vida no plano redondo,
De uma folha de papel…
Mas um espelho é um espelho
E as vidas não são iguais…
Só semelhantes,
De cara e coração!
Toquei nas tuas mãos e senti,
Senti o calor da tua alma…
O mesmo!
Senti o frio do teu respirar…
Igual!
A luz do teu olhar…
Sem alguma diferença!
És tu a minha cara,
O meu corpo e a minha alma...



* Este poema não é da minha autoria..
Foi escrito pelo meu padrinho, acho que ele merece que eu o ponha aqui..
Um enorme beijo para ele..

1 comentário:

João Carlos Costa disse...

O poema está interessante, mas eu preferia que os textos que colocassem aqui fossem escritos mesmo por vocês.