sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Apetece-me

Apetece-me
Apetece-me despejar palavras.
“Vomitar a verdade” (uma expressão que tem em mim um enorme impacto), dizer tudo aquilo que tenho “entalado na garganta”.
Numa aula de história, sentada ao pé daquela amiga que é essencial, falávamos de dizer o que há para ser dito às pessoas que, propriamente não gostamos e não temos empatia, de como por vezes é difícil cair no tal vómito da verdade, só para podermos manter aparências, viver num mundo de cinismo criando um ciclo vicioso de intrigas e falsidades. E queremos vociferar todas verdades e sentimentos, deixar sair tudo disparado, soltar palavras, mesmo que estas possam ferir, magoar, atingir, marcar, afectar as pessoas.
Apetece-me “vomitar palavras” sem sentido, sem razão, sem ponderação, apenas gritar o que penso e sinto para me livrar de um sufoco que me estrangula dia após dia.
Apetece-me verbalizar, materializar, especificar, decifrar, dissecar…
Apetece-me tanto e tanto, de tudo dizer… ou tudo de tanto dizer!
Apetece-me… Apetece-me… Tanto… tudo de tanto, e tanto é tão pouco, que seria simples conseguir dizê-lo!
Mas não querendo descer a níveis que desprezo horripilantemente, pretendo manter-me onde estou, num nível meu, baixo ou alto mas meu, ficando imóvel, guardando as emoções para mim, sendo assim superior a tudo e a todos! Sim, porque na vida muitas vezes temos de “engolir sapos” e, simplesmente ignorar coisas que nos incomodam, tentando não dar importância àquilo que não merece relevância!
Apetece-me deixar fluir esta mensagem sem dúvida alguma. Em palavras pequenas, mas não dúbias.
Hoje apetece-me… e por apetecer-me despejar palavras, despejo-as entre o papel e a caneta de forma pessoal e sentida.

Catarina Lameirão

Este texto é da minha autoria. Tal como o “stor” diz, por vezes guardamos em diários, gavetas ou mesmo em folhas soltas do caderno coisas que poderiam aqui ser publicadas….
Simplesmente num momento de mais melancolia construí genuinamente um conjunto de frase(numa folha solta). Que aqui deixo publicada para ser lida por quem quiser.

6 comentários:

Filipa disse...

Gostei imenso deste texto feito por tua autoria.
Tu utilizas uma expressão muito forte, sem duvida "Vomitar a verdade", eu tambem queria faze-lo, mas nao o faço, e não é por ter falta de coragem, mas sim para não dar importância.
Acho que a forma que utilizas.te para descarrgar (papel e caneta) é extremamente simples e fácil de descrevermos o que sentimos em certos e determinados momentos, e por vezes sao esses sentimentos que nos fazem ver a vida de forma e de maneira difrente, e ajudam-nos a crescer.

Catheryne disse...

Ainda bem que gostaste do texto! A intenção era mesmo essa, que as pessoas gostem e no mínimo reflitam sobre coisas! De facto concordo contigo, tens toda a razão, a forma que eu tenho para libertar e expressar os meus sentimentos é usando um simples e banal papel e uma vulgar caneta, são eles que suportam o descarregar das minhas fúrias e "stresses"!

priecha disse...

Realmente... também gostei muito deste texto. Tem palavras muito fortes, sem dúvida. Lendo este texto da tua autoria, fez-me pensar na vida, pois eu nunca tinha reflectido sobre isso. Assim partindo deste texto terei uma maneira de ver a vida de um modo diferente. E como dix a Filipa, vai também ajudar a crescer.

João Carlos Costa disse...

Bravo, Catarina.

Gostei do texto, e desde já aqui fica o meu elogio.

Eu corrigi uns errozitos, e espero que não me leves a mal.

Agora essa de estar na conversa com a colega na aula de História... Hum...

pedro disse...

sim senhora gostei do texto
continua assim :)

Ibraim_b disse...

Adorei, o texto e acho que seria útil a muitas pessoas. Mas, acho que apesar dessas diferenças e mentiras por vezes existirem, temos de tentar esquece-las ou resolve-las. E trabalhar o máximo, para atingirmos o objectivo que todos temos em comum, ter muito sucesso !