Aqui fica o guião que foi realizado para a visita, mas que irá ser distribuído em forma impressa a todos os alunos e professores que acompanharem o passeio.
sábado, 19 de abril de 2008
Visita de estudo à Lisboa de Eça de Queirós e de Cesário Verde
Aqui fica o guião que foi realizado para a visita, mas que irá ser distribuído em forma impressa a todos os alunos e professores que acompanharem o passeio.
terça-feira, 4 de março de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Testes sobre «Os Maias»
Como prometido, aqui ficam três testes sobre o romance «Os Maias», de Eça de Queirós, com respostas para cada uma das perguntas.
Teste 1 - cap. VI (Carlos da Maia vê pela primeira vez Maria Eduarda Runa. É apresentado a Dâmaso Salcede. O jantar no Hotel Central vai ter início.)
Teste 2 - cap. I (Pedro da Maia conhece Alencar, que lhe vai dizer quem é Maria Monforte e o pai.)
Teste 3 - cap. VIII (Carlos da Maia vai em passeio a Sintra, com Cruges, tentando aí encontrar Maria Eduarda.)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Uma breve análise de «Os Maias»
O Estilo
Foi, contudo, talvez como estilista que Eça mais se impôs na Literatura Portuguesa. Efectivamente, é com ele que um sopro arejado e vivificador vem renovar a Língua Portuguesa que perde, porventura, em vernaculidade e em pureza, mas ganha em maleabilidade e possibilidades expressivas. Amadurecida a partir de Vieira, a Língua Portuguesa apresenta, por assim dizer, a mesma grave fisionomia durante os séculos XVIII e XIX, excepção feita a Garrett. A partir de Eça de Queirós, vemo-nos, finalmente, na posse duma língua dúctil, aligeirada, adaptada às necessidades modernas da expressão.
- uso do discurso semidirecto, que assim se transfere para um plano de objectividade analítica;
- desnivelamento da adjectivação (hipálage), isto é: a um substantivo concreto atribui uma qualidade de ordem abstracta; a um ser inanimado confere atributos humanos, e vice-versa: "monte facundo de jornais", "luz pensativa", "adro grave", etc. Este aspecto confere à sua prosa um tom inesperado e surpreendente;
- uso do estilo impressionista, com a notação de sensações que, sugeridas ao leitor, lhe permitem reconstituir a realidade: as suas descrições de paisagens e ambientes são feitas, sobretudo, através de indicação de cores, tonalidades, ruídos, aromas, sensações de quente, frio, etc. (presente frequentemente na descrição).
- indicação do pormenor material: "cruz de pedra", "corrente de ferro", etc.;
- capacidade de criação imagética que confere à sua linguagem (um tom poético).
Quanto às personagens, procede identicamente: é através do vestuário, dos ademanes (as "maneiras" das personagens), da linguagem, das ideias expressas que nós, leitores, reconstituímos uma dada personagem. Desse modo, tal como na vida real, não é logo ao primeiro contacto que nos é delineada a personalidade em questão; mas é no decorrer do entrecho, depois de intervenções sucessivas, que nos é permitido travar conhecimento cada vez mais completo com cada personagem. Pouco a pouco, depois de encontrarmos uma vez e outra João da Ega, e outros, é que se nos vai desvendando o respectivo carácter.
«Os Maias» em áudio
Nesta ligação pode-se ter acesso a ficheiros de som de todos os capítulos de Os Maias. No entanto, os ficheiros são Real Audio, em streaming, e a pronúncia é de português do Brasil.
Um blogue sobre «Os Maias»
Análise de «Os Maias», de Eça de Queirós em MP3
Podem encontrar ficheiros de som (em MP3) de análise o romance Os Maias aqui.
Nesta página, um podcast, é também possível ouvir ficheiros sobre o Realismo e o Naturalismo e um enquadramento da época.